O tipo de laser mais utilizado é fruto da combinação e excitação de um complexo molecular de argônio e fluoreto. Com isso é produzida luz ultravioleta e emissão de pulsos de alta energia que retiram atuam junto ao tecido corneano, removendo quantidades microscópicas. Dessa forma, pode-se mudar o formato original da córnea e, consequentemente, o grau do erro refracional. Tal processo é chamado de ceratectomia fotorrefrativa, chamado de PRK (photorefractive keratectomy). O oftalmologista deve estudar cada caso para assim analisar dados oftalmológicos e determinar a devida correção a ser obtida para cada olho. O paciente é posicionado abaixo do laser e, com o PRK, sob anestesia tópica (na forma de colírio), é retirada a camada de células da parte externa da córnea (epitélio) e a área onde o laser será aplicado fica exposta. Enquanto ocorre os pulsos de laser, o oftalmologista orienta o paciente para que esse se mantenha corretamente alinhado para se executar um procedimento com a máxima precisão. O tempo de exposição ao laser é de aproximadamente 30 segundos e a duração total da operação, incluindo o preparo pré-operatório e o pós-operatório, dura cerca de 20 minutos. Completado o procedimento, para promover a cicatrização e aliviar a dor, coloca-se uma lente de contato sobre a córnea e são prescritos colírios. Até que a córnea reepitelize completamente, o que pode levar 4 ou 5 dias, os retornos ambulatoriais serão mais freqüentes e em curto espaço de tempo (a cada 1 a 2 dias). Alguns colírios podem ser mantidos por meses.